Culpa – I

(23 Abr)

Estamos habituados em nossas vidas em sempre fazer as coisas sem se preocupar com o resultado final de nossas ações, ou talvez alguns até pensem, mas a maioria é da ideia de quando chegar a hora eu penso no que fazer.
Viver diante do presente, nao seria essa uma meta de muitos filósofos? Até de uma máxima budista (acho) “viver o presente no presente”?
Mas será que agindo apenas pelo impulso/vontade/desejo/necessidade estamos vivendo? Estamos PENSANDO para agir? Ou apenas sendo automatos dentro desta realidade, cumprindo a “funcao” que nos é designada naquele momento?

Mas nao venho hoje questionar a motivação de nossas atitudes, afinal, resumindo a gente faz oq quer nao é? Ou quando a gente começa a “virar adulto” os outros passam a exigir de nos atitudes que possam ir contra nossa vontade inicial, ou todo mundo gosta de trabalhar ao invés de curtir um praia num dia ensolarado, com um leve brisa a roçar nossos cabelos refrescando a pequena queimacao em nossa pele ao lado de uma boa companhia? (hm… desculpa a viagem, mas lembrar da praia é realmente bom ^^)

Uma grande dificuldade e porque nao defeito humano, muito ressaltado atualmente, é a enorme capacidade de culparmos algo exterior, responsabilizando-os por nossos proprios atos.
Porque quando algo dá errado, ou nao chega no resultado esperado, ou mesmo que nao aconteça, sempre temos na ponta da lingua algo para por a culpa, ou alguem? Nao é intrigante a capacidade humana de sempre criar seres exteriores para se eximir de nossas proprias responsabilidades?
Todos temos falhas sim, inumeras incapacidades que nos afetam a cada momento e durante toda nossa vida, mas será que culpar algo/alguem nao seria mais habito do que incapacidade?

Durante grande parte da historia da humanidade, principalmente no nosso lado do mundo, foi nos ensinado a acreditar que sempre existe algo “sobre nossas cabecas” para temer e para responsabilizar em caso de falha. Ou que seriamos punidos se tal ato nao fosse realizado da forma correta imposta pelos “donos das palavras” deste grande poder.
Aprendemos que mesmo que tentemos durante toda a vida nosso destino ja esta escrito e que nada pode ser mudado. Aceitemos nossos lugares neste plano pois ele assim o quer e vivendo sem reclamar ou apenas culpando o seu inimigo chegaremos ao fim de nosso tempo na mais perfeita harmonia alcancando o tao esperado fim na eternidade.
Aprendemos a culpar o inimigo do poderoso. Ele era e ainda é (será?) para muitos o grande causador de todos os males deste mundo, entao quando qualquer coisa acontecia contrario a sua vontade, ou seja a vontade do poderoso, podia descarregar toda sua propria incapacidade culpando-o o tao infame inimigo, afinal vc estava apenas cumprindo a “vontade” do grande senhor.

Não posso negar que nao venha a ser um bom caminho, como disse um cara famoso ai, “a ignorancia é uma bencao”, afinal se pode viver e passar por esse mundo sem nada com que se preocupar a nao ser com sua propria bunda, ou sem fazer nada a nao ser oq lhe é mandado e vc nao possa fugir dessas atribuicoes, realmente é um caminho tentandor e normalmente a gente o escolhe, comodidade sempre foi uma grande qualidade escolhida pelo homem.

Mas sinceramente, quando seremos capazes de perceber a divindade em nos mesmos? A ilimitada capacidade que reside dentro de cada ser humano que se dedica a encontra-la?
Quando deixaremos de sermos mediocres e aceitarmos como responsaveis por nossos proprios erros e acertos? Quando o ego deixara de ser louvado e dara espaco para a sabedoria?

Infelizmente nos ainda vivemos tempos sombrios, em que o homem nao consegue enxengar seu verdadeiro papel neste plano. Onde o conformismo e a preguica fazem do entretenimento o mais novo controlador de mentes. Mas como qualquer otimista visionario, acredito que ainda se pode enxengar a chama fraca que existe dentro de cada ser que caminha sobre este mundo. Cabe a nos alimenta-la ou deixar que se apague para sempre.

Agradeco a inspiracao de alguns grandes amigos
e o incentivo acalentador que isto proporciona ^^

obrigado

grande abraco
pax

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